A
Língua Portuguesa é, das Línguas da Europa ocidental, uma das mais difíceis. Todas
as línguas têm suas complexidades, Mas, comparando item a item cada um dos aspectos
gramaticais, veremos que o português é muito mais complexo que o espanhol,
francês, italiano ou inglês, por exemplo. Em nível de dificuldade, nossa língua
se equipara ao romeno e ao islandês.
Cada povo tem seu jeito característico de falar. O povo
brasileiro é um povo etnicamente heterogêneo, com os mais variados substratos
linguísticos, de baixíssima escolaridade, e espalhado por um território
continental, de falar uma língua complexa e cheia de irregularidades. Sem
dúvida, o Português popular tem o mérito de tentar simplificar um sistema que
causa embaraço até aos eruditos. Mas as soluções encontradas pela fala do povo
nem sempre são as melhores. Às vezes, troca-se uma regra ilógica por outra
igual.
Todas as Línguas têm defeitos e qualidades, umas mais, outras menos; todos os povos têm seus pontos positivos e negativos, inclusive no trato com o idioma. O Português popular pode ser caracterizado como a forma que tentamos contornar as dificuldades oriundas de nossa própria formação moral e cultural deficiente: um estado oligárquico e profundamente burocrático, leis classistas, educação e saúde precárias, as exigências de um mundo globalizado e altamente tecnológico, e assim por diante. Um dos desafios que enfrentamos e para o qual não estamos bem preparados é justamente a língua portuguesa, um sistema tão emperrado quanto os demais. Por isso, diante dos entraves do idioma, também temos uma maneira de driblar as regras da língua. Conseguimos nos comunicar com eficiência e criatividade apesar de todos os impasses. Porém, não sairemos do subdesenvolvimento enquanto ficarmos legitimando os nossos erros linguísticos, ao invés de corrigi-los.
Todas as Línguas têm defeitos e qualidades, umas mais, outras menos; todos os povos têm seus pontos positivos e negativos, inclusive no trato com o idioma. O Português popular pode ser caracterizado como a forma que tentamos contornar as dificuldades oriundas de nossa própria formação moral e cultural deficiente: um estado oligárquico e profundamente burocrático, leis classistas, educação e saúde precárias, as exigências de um mundo globalizado e altamente tecnológico, e assim por diante. Um dos desafios que enfrentamos e para o qual não estamos bem preparados é justamente a língua portuguesa, um sistema tão emperrado quanto os demais. Por isso, diante dos entraves do idioma, também temos uma maneira de driblar as regras da língua. Conseguimos nos comunicar com eficiência e criatividade apesar de todos os impasses. Porém, não sairemos do subdesenvolvimento enquanto ficarmos legitimando os nossos erros linguísticos, ao invés de corrigi-los.
O termo "Gramática" é usado em acepções distintas, referindo-se quer ao manual onde as regras de regulação e uso da língua estão explicitadas, quer ao saber que os falantes têm interiorizado acerca da sua língua materna.
Estas duas acepções distintas remetem aos conceitos de Gramática Prescritiva ou Normativa, que impõem determinados Comportamentos linguísticos como corretos, marginalizando outros por não fazerem parte da prática linguística daqueles que não são os "barões ou doutos".
Atualmente, a Linguística procura descrever o conhecimento linguístico dos falantes, produzindo as ditas Gramáticas Descritivas. Estas, ao invés de imporem Paradigmas, descrevem e incorporam fenômenos que, numa abordagem apenas prescritiva, seriam desprezáveis.
Estas duas acepções distintas remetem aos conceitos de Gramática Prescritiva ou Normativa, que impõem determinados Comportamentos linguísticos como corretos, marginalizando outros por não fazerem parte da prática linguística daqueles que não são os "barões ou doutos".
Atualmente, a Linguística procura descrever o conhecimento linguístico dos falantes, produzindo as ditas Gramáticas Descritivas. Estas, ao invés de imporem Paradigmas, descrevem e incorporam fenômenos que, numa abordagem apenas prescritiva, seriam desprezáveis.
Gramática, portanto,
numa abordagem generalista, não se vincula a esta ou àquela língua em especial,
senão a todas. Contém o germe estrutural, por assim dizer, de todas, realizando
a conexão essencial subjacente à relação de cada uma com as demais.
Para o estudo de gramáticas particulares de cada língua, vejam-se os artigos correspondentes a cada língua em particular.
Os diversos enfoques da gramática (normativa, histórica, comparativa, funcional e descritiva) estudam a morfologia e a sintaxe que tratam, somente, dos aspectos estruturais, constituindo, assim, uma parte da linguística que se distingue da fonologia e da semântica (que seriam estudos independentes), conquanto estas duas possam compreender-se, também, dentro do sentido amplo da gramática.
Dentre os diversos tipos de gramáticas, a chamada gramática normativa é a mais conhecida pela população, e é estudada durante o período escolar. É elaborada, em geral, pelas Academias de Letras de cada país, nem sempre em conformidade com o uso corrente da população, mesmo em amostragens da porção tida por "mais culta".
Para o estudo de gramáticas particulares de cada língua, vejam-se os artigos correspondentes a cada língua em particular.
Os diversos enfoques da gramática (normativa, histórica, comparativa, funcional e descritiva) estudam a morfologia e a sintaxe que tratam, somente, dos aspectos estruturais, constituindo, assim, uma parte da linguística que se distingue da fonologia e da semântica (que seriam estudos independentes), conquanto estas duas possam compreender-se, também, dentro do sentido amplo da gramática.
Dentre os diversos tipos de gramáticas, a chamada gramática normativa é a mais conhecida pela população, e é estudada durante o período escolar. É elaborada, em geral, pelas Academias de Letras de cada país, nem sempre em conformidade com o uso corrente da população, mesmo em amostragens da porção tida por "mais culta".
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