A ética é resultado de uma construção coletiva
inconsciente, que estabelece o que é considerado aceitável nas relações entre o
ser humano e seus contemporâneos, na preservação de sua história e na interação
com as futuras gerações. Define regras gerais de comportamento para garantir
paz nas interações que estabelecemos com os habitantes da comunidade em que
vivemos, seja ela um lugarejo ou todo o Planeta. Envolve, também, uma preocupação
com o futuro, garantindo-se que não estragaremos as condições de vida dos que
virão depois de nós. Mas, apesar de produto de uma evolução coletiva, a ética é
e deve ser, sobretudo, algo internalizado. É um compromisso pessoal com o que
se acredita correto. Envolve a noção de que somos responsáveis pelo nosso
crescimento pessoal (autodesenvolvimento) e, simultaneamente, a incorporação da
percepção do outro na conduta cotidiana.
O primeiro e mais importante compromisso que um profissional tem com a ética profissional é ser competente! Isso tem tudo a ver com o conceito de construção coletiva da percepção da sociedade em relação à Profissão e da responsabilidade individual de cada profissional sobre o resultado final.
O seu título profissional de Engenheiro agrega-se às suas características pessoais e passa a fazer parte da sua imagem pública. As pessoas interessam-se pelo desempenho profissional e utilizam essa percepção para ampliar a avaliação pessoal que fazem do indivíduo. Mas não fica só nisso. As pessoas tendem a fazer uma generalização da avaliação do desempenho profissional do indivíduo para toda a categoria.
Assim, se um engenheiro faz alguma coisa bem feita ele é bem avaliado, o que é bom. Mas essa avaliação não é apenas individual. Ela é expandida para o coletivo. Qualquer característica, positiva ou negativa, de um indivíduo (profissional) ecoa na categoria como um todo indivisível. A sustentabilidade é o novo paradigma da sociedade e não deveria ser mais encarada apenas como uma alternativa político-econômica ou um luxo para poucos. Mas, sim, ditar um meio ambiente novo modelo de vida, no qual cidadãos, empresas e governos fundamentem suas atitudes cotidianas. Não se trata, portanto, de uma ecologia militante, mas de uma necessidade coletiva.
Existe uma sobreposição entre a prática da ciência e a da engenharia. Na engenharia aplica-se a ciência. ambas as atividades baseiam-se na observação atenta dos materiais e dos fenômenos. Ambas usam a matemática e critérios de classificação para analisarem e comunicarem as observações. Espera-se que os cientistas interpretem as suas observações e façam recomendações versadas para ações práticas baseadas nessas interpretações. Os cientistas podem também desempenhar tarefas totalmente de engenharia como a do desenho de aparelhos ou a da construção de protótipos. reciprocamente, no processo de desenvolvimento de tecnologia, os engenheiros ocasionalmente apanham-se a explorar novos fenômenos, transformando-se assim, momentaneamente, em cientistas. A pesquisa em engenharia tem um caráter diferente da pesquisa científica. Frequentemente lida com áreas em que a física e a química básicas são bem conhecidas, mas os problemas em si são demasiado complexos para serem resolvidos de uma forma exata. A pesquisa em engenharia emprega muitos métodos semiempíricos que são estranhos à pesquisa científica pura, sendo um exemplo o do método de parâmetros.
Basicamente, podemos dizer que os cientistas tentam entender a natureza enquanto que os engenheiros tentam fazer as cosias que não existem na natureza.
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